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Dezembro

Neste ultimo tempo que passei nas missões quantas pessoas eu encontrei, muitos rostos e olhares que ainda confundem a minha mente, que faço dificuldade a lembrar de todos, mas que sinto presentes em mim. Rosto de jovens felizes de doar a vida com generosidade e outros tristes porque estão atado pelo egoísmo de quem pensa só a si mesmo, rosto de crianças marcadas pelo sofrimento e abandono mas também cheios de esperança e de alegria autentica, olhares sofridos de famílias debaixo de uma cruz ensangüentada dos filhos perdidos no mal e outros renascido junto a eles depois do calvário escuro das drogas, e hoje cheios de gratidão e de esperança.  
Rosto de pessoas pobre, condenada na miséria, marcadas de rugas profundas do sofrimento de quem a cada dia luta para sobreviver vivendo de dificuldade, e rosto de pessoas rica, rica para o mundo, mas pobre de esperança e de vida verdadeira.
Carrego no coração os olhos das crianças que te observam, te interrogam, os olhos dos adolescentes que te desafiam, te seguem a cada passo teu, procurando a possibilidade  e a segurança de uma vida verdadeira na tua coerência, no teu viver feito de gestos que dão consistência as tuas palavras; olhares de pais necessitados de perdão, de calor humano, de conforto e de esperança.
É lindo pensar que também Tu, Senhor, se fez um rosto humano e um olhar em Jesus Menino, tomou a nossa humanidade até o fim, vivendo-la e salvando-a toda. Também fostes menino, depois adolescente e jovem, por fim homem; os teus olhos tiveram interrogado, amado, levantado, curado, acariciado os sofrimentos da humanidade: homens e mulheres, crianças e jovens, ricos e pobres, que creiam e não creiam, tiveram te encontrado. 
Pelo milagre da tua encarnação em cada homem tem o teu rosto, em cada olhar os teus olhos. Tem um pedaço de Ti em nós e em todos aqueles que encontramos. Fizestes tua, todas as  experiências do nosso viver: do primeiro choro a Belém até o ultimo suspiro na cruz, não tem mais nada nosso que não te pertença. O teu rosto sorriu e chorou, amou docemente e gritou, falou e ficou calado, foi escavado da dor e da angustia da cruz, mas também iluminou e transfigurou da luz da ressurreição.
É  encontrando e contemplando o teu rosto, como Maria e José na gruta de Belém, como os pastores e os magos, que também o nosso se torna novo, na certeza que Deus é com nós, é cada um de nós.
“ O teu rosto, Senhor, eu busco, não esconder me o teu rosto”: a Belém, Senhor, o teu rosto finalmente se revela. Te podemos ver, encontrar e seguir. Tu abita na nossa humanidade, cada homem te  leva misteriosamente dentro: o teu rosto é amor. Ajuda-nos a sermos conscientes e dignos desta tua presença, faz nos servir e amar os irmãos porque no amor o teu rosto renasce, e vence a morte. 
Se te  encontramos tudo muda, tudo se renova, nada mais è como antes, somos homens e mulheres novos, com o rosto sereno e olhos luminosos.
Contemplando te, Jesus encontramos nós mesmos !!!!


 

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