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Estamos aqui, mais uma vez para olharmos com os olhos do coração e viver uma forte comunhão com Deus e com nós. Olharmos no coração: existem muitos jovens que tem medo de olhar a própria consciência, e pelo contrario nada de ter medo! Não devemos ter medo de nós mesmo! O tema que o Santo Padre escolheu para JMJ a Sidney foi “ Recebereis a força do Espírito Santo, que vira sobre vós e sereis minhas testemunhas” (At 1,8) Significa que todos aqueles que se envergonham de ser testemunhas, de anunciar que tiveram encontrado Jesus, de dizer: “Creio que Jesus è o Filho de Deus Ressuscitado”, todos esses fazem uma grande mal a si mesmo, porque são ainda escravos do medo, fechado na vergonha das humilhações vividas. Devemos ter a coragem da verdade, da simplicidade, da humildade. A minha experiência, muitos de vocês já sabem, è aquela de sempre confiar no Espírito Santo, acolhendo a vida assim como se apresentava. Freqüentemente alguém me pede “Elvira, você programou algo?”. Não, não fiz mais algo do tipo, mas ouvia e ouço com o coração, com a mente,com a força, com a vontade, com os sacrifícios, com amor, com o trabalho, com o cansaço... em qualquer momento desejo escutar o Espírito Santo e depois começamos juntos a caminhar. Eis me aqui para contar-lhes a minha vida, a minha história, para testemunhar quanto è verdadeira esta Palavra “ Recebereis a força do Espírito Santo”. Aos dezenove anos o Senhor me chamou da uma família pobre e emarginada a causa da imigração e entrei em um convento, em uma Congregação onde se serviam os pobres. Foi uma belíssima experiência, e é ainda hoje, porque para servir os pobres não somos pagos, o dinheiro não podemos pedir... porquê? Porque quando você da algo de você mesma, aquilo aumenta sempre mais, você a pessoa mais rica do mundo! A um certo momento, depois de vinte belíssimos anos vividos na minha Comunidade, comecei a sentir no coração não uma voz mas... mil vozes que me diziam: “Elvira incomoda-te, incomoda-te! Os jovens estão pelas estradas, os jovens morrem nas estações, sobre as calçadas, no lodo!”. Então, depois de tanto tormento tive a coragem de dizer aos meus superiores e assim nasceu esta historia, que nem eu conheço e compreendo pois eu sou a primeira a ser em caminho com eles, no meio deles, povo de pecadores: os drogados. Os drogados colocam com muito prazer as mascaras para demonstrar de ser “alguém” para parecer algo mais e assim se envergonham da verdade, das suas fragilidades, fazem dificuldade em abrir-se e mantém dentro de si aqueles segredos que depois fazem muito mal. Quero dizer a vocês jovens, que não devemos ter mais vergonha da nossa historia familiar, do nosso passado! Sabe que ate aos vinte anos também eu me envergonhava da minha família, porque errávamos pobres: nove em casa e muita miséria. A maior humilhação foi a dependência alcoólica de meu pai e me lembro que fazia a escola elementar e meu pai vinha me buscar com a bicicleta e todas as outras crianças tiravam sarro de mim porque viam que ele tinha bebido. Me diziam a verdade e eu me envergonhava. Hoje não tenho mais medo de dizer que meu pai era um alcoólatra porque finalmente compreendi. Entendi que o período que vivi na pobreza foi a minha escola de vida, a minha universidade e meu pai foi um instrumento nas mãos de Deus para educar-me ao sacrifício, a força, a obediência, a coragem. Aprendi na pele que não è verdade que as crianças precisam de tudo! Por isso hoje sei bem que fazemos um sacrilégio quando não educamos as crianças ao sofrimento, a renuncia, a acolher a vida assim como chega. Os pais não tem vontade de olhá-los nos olhos, de corrigi-los, de educá-los de sofrer com eles e assim dão a eles tudo. As crianças então pensa: “ Mas se eu comando meus pais... que pais eu tenho?”. Tudo isso te diz que não è a droga o problema. Somos nós adultos, pais, que nos tornamos mais egoístas, ambiciosos, que nos atacamos ao trabalho, ao deus do dinheiro que nos derrota. Devemos refletir sobre tudo isso, parar e escutar aquilo que a vida nos quer ensinar. Que coisa nos diz a necessidade dos jovens de hoje? Nos diz que não rezamos bem, que não rezamos na verdade, que fingimos de ser cristãos. Porque è a oração que faz ver a verdade de si mesmo, que te pede de mudar, mas depende de como rezou, o porque rezou, e da quem rezou! Se quando saímos da Igreja temos o mesmo rosto de quando entramos é porque não rezamos bem. Por isto a primeira proposta que fizemos aos nossos jovens foi a oração, e não pense que viemos na Comunidade de livre e espontânea vontade, vieram porque as mães eram acabadas, os pais os mandavam fora de casa e eles se encontraram sozinhos, não podiam mais dizer mentiras ao pai e a mãe, então pediram ajuda: eram todos em cruz, mas aquela cruz os trouxeram até aqui. Fizeram a experiência que é a cruz que nos leva! E hoje nós podemos dizer obrigada a cruz, sobre a qual o nosso Rei era cheio de sangue, o nosso Salvador, Aquele que nos deu a vida e continua a dar-nos a vida de dentro. Assim a cruz não é pesada quando se vive na verdade. Perguntamos, se uma família ha uma grande cruz, pesada, como vive-la ? Nestes vinte cinco anos da Comunidade, entendemos que a cruz com o Crucifixo nos leva e nos muda; por isso queremos abraçar e amar esta cruz que temos recebido a casa! Minha mãe foi fiel ao seu marido por cinqüenta e dois anos e as pessoas diziam: “ Que coisa faz com este homem sempre bêbado?... deixa-lo”. Também eu dizia: “Mãe como conseguiu ficar com o pai que nem trazia dinheiro para casa, porque não trabalhava!”. E minha mãe me respondia: “ Se tivesse mandado teu pai embora, e na escola a professora te pedisse de escrever um tema: “Descreve a tua família”, você quem colocaria como teu pai?”. Minha mãe pensava a nós! E acrescentava: “Eu disse sim a ele, não aos outros”. Pensamos bem a nossa historia e revivemo-la no Amor que Jesus nos doou e ensinou morrendo na cruz por nós. Nossa Senhora recebeu D'ele o chamado de ser Mãe e hoje nos chamou a caminhar com Ela e não sejamos superficial. Com Ela dizemos o nosso “SIM” e permitíamos a Jesus de entrar na nossa vida interior.
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