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Hoje vivemos uma grandiosa festa porque nos unimos com o coração cheio de fé e de alegria e uma multidão inumerável de homens e mulheres que deixaram um raio de luz e de amor na Igreja e na historia. Quem são os santos? Se deverei dar uma definição eu diria que os santos são pessoas livres: livres da cara feia, da preguiça, do “não me interessa nada”, livre de fazer as coisas com agitação. Santos são modelos de liberdade no perdão, no amor, no recomeçar sempre, no acreditar, no viver livre de cada escravidão. Escravidão de que coisa? Do peso de ter que obedecer por exemplo. Se como os santos nós aprendêssemos a fazer as coisas não por dever mas por amor não seriamos mais escravos de nada e nem de ninguém. Acontece a todos de perder a paciência, a paz, de viver com algo que nos atrapalha e que são essas as ocasiões para nos conhecer, para nos tornar santos, para superar as nossas pequenas ou grandes escravidão. Os santos tiveram demonstrado as suas liberdades interiores sobretudo diante das provas e das tribulações. Jesus, nos mostrou concretamente a santidade de Deus: na sua vida ele só amou, consolou, curou, liberou do mal mesmo não tendo feito nada de mal, no momento do Monte das Oliveiras Ele também fez um ato corajoso de liberdade e de confiança e se abandonou nos braços do Pai. Então também nós podemos tornarmos santos abandonando-nos ao Pai, respondendo sua vontade como fez Jesus e decidindo pela escola da santidade: todos nós podemos aprender a viver bem e com amor o nosso cotidiano, fazer bem o nosso trabalho e as nossas mãos se tornaram instrumentos concretos para fazer gestos de santidade. A santidade se conquista com aquilo que fazemos, não é algo de abstrato. Se você esta fazendo limpeza, ou dirigindo o carro, o teu coração deve conduzir as tuas mãos: não existe nada, nem uma batida do nosso coração que não possa se tornar um ato concreto de santidade O Senhor verdadeiramente se agrada das pequenas coisas. A santidade não é algo de extraordinário, e nem de impressionar, mas deixa extraordinária as coisas do dia a dia, é fazer as pequenas coisas na liberdade do Amor. Os santos são sempre os nossos modelos: me comove o exemplo de santidade de João Paulo II a sua coragem, a dignidade com a qual enfrentou a doença nos últimos anos da sua vida. Pensamos a Santa Terezinha quando era muito cansada, doente de turbeculose, e para ela caminhar se tornou quase um martírio: e mesmo assim caminhava no corredor do convento pensando dentro de si “ Jesus te ofereço esse passo por qualquer missionário que vive em uma cabana e que com certeza é mais cansado do que eu”. Também ela na dor e na tribulação procurava uma motivação. Assim também nós, no momento no qual pensamos “não agüento mais” e liberalmente decidimos com a nossa vontade de superar aqueles momentos de cansaço, de pressa, de nervosismo, educamos nós mesmo a santidade. Essas pequenas, grandes coisas serão as nossas santidades cotidianas: quando nos sacrificamos só por um minuto do nosso tempo para acolher alguém com uma palavra, com um gesto, mesmo com um sorriso, assim cresceremos na santidade e isso nos rendera infinitamente felizes. A santidade é verdadeiramente ao alcance de todos se antes de agirmos conectamos a mente com o coração. Jesus disse: “Se não tornarmos como criança não entraremos no reino de Deus”; colocamo-nos á escola dos pequenos para tornarmos santos, e aprender deles a sabedoria da Santidade. Tempo atrás pensávamos que os santos fossem aqueles que se colocavam no altar, hoje acreditamos que os verdadeiros santos são as crianças e se seremos capazes de voltar a ser criança.... saremos santos!
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